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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dias pálidos - Pale days



São dias pálidos, estes dias de Inverno, de nevoeiro e silêncio. Até o sol nasce pálido, a luz parecendo farinhenta ao romper a custo as capas de nuvens que friamente abraçam a terra. Por vezes vem a chuva, que lava o nevoeiro e os fantasmas que se atravessam nos nossos sonhos de longas noites. Quando passa o aguaceiro e o sol brilha um pouco a palidez invernal cede lugar à cintilação das gotas de chuva, penduradas como jóias dos braços nus das árvores e dos telhados de velhas telhas. Mas logo voltam o cinzento e a palidez, e os dias seguem, informes e uniformes, a humidade alimenta os fungos e os líquenes mas é insuficiente para a terra, que o sol pálido também não aquece.
Invernos do meu Outono, que tanta diferença fazem dos Invernos da minha Primavera...

They are pale days, these winter days, of fog and quietness. Even the sun rises pale, the light seeming to hardly break through the floury covers of clouds that coldly embrace the earth. Sometimes the rain comes, and it washes away the fog and the ghosts who stand in our dreams of long nights. When the shower stops, and the sun shines a little, the wintry paleness gives way to the twinkling of the raindrops, hanging like jewels from the bare arms of the trees and the old tiled roofs. But soon will return the gray paleness, and the days will go on, uniformly formless, the moisture feeding the fungi and lichens but being insufficient to feed the earth, which the pale sun doesn't warm either.
Winters of my autumn, so much different of the winters of my spring ...








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