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sábado, 17 de novembro de 2012

Um jardim no computador V - A garden in my computer V


O meu computador tem lá dentro um jardim, onde as flores florescem durante o ano inteiro. Não importa que seja Inverno, Verão ou Primavera, elas aí estão, para me alegrar o olhar quando os dias lá fora - e às vezes também dentro de mim - são frios e cinzentos. Algumas são daquelas flores que todos conhecemos pelo nome, embora muitas vezes nos falhe o "sobrenome" - uma rosa é sempre uma rosa, não importa se o seu nome completo é rosa chá ou rosa "lady qualquer coisa". O mesmo com os cravos, hortensias, cactos...
Os girassóis vivem às vezes solitários em jardins, mas muitas vezes crescem em grandes bandos, nas campinas que alegram com as suas cores vibrantes - e onde as suas sementes terminam em fábricas, para serem transformadas em óleo. Enfim, destinos... 

Mas nada disso interessa agora. No meu computador as flores são todas irmãs entre si e minhas irmãs também. O último girassol ainda florido no Alentejo, uma hortensia que brilha com luz própria, um cacto vermelho que todos os anos faz vibrar com a alegria das sua flores um canto da minha varanda. Um lisianto cor-de-rosa, que apetece comer, de tanto que faz lembrar uma taça de creme, e um ramo de uma espécie de cacto cujo nome ignoro mas cuja beleza não deixo de amar por não lhe saber dar um nome.


Inside my computer there is a garden, where the flowers bloom all year round. No matter if it is winter, spring or summer, they are there to cheer me up when the days outside - and sometimes inside me - look cold and gray. Some flowers are those which we all know by name, though we often fail their "surname" - always a rose is a rose, no matter if its full name is yellow tea rose or "lady anything" rose. Same with carnations, hydrangeas, cacti ...
Sunflowers live
sometimes lonely in gardens, but often they grow in large flocks, in the plains that rejoice with their vibrant colors - and where their seeds end up in factories for processing into oil. Anyway, fates ...
But none of that matters now. On my computer the flowers are all sisters together and my sisters too. The last sunflower still blooming in Alentejo, a hydrangea that shines with its own light, a red cactus that every year makes vibrating, with the joy of its flowers, one corner of my porch. A 
pink lisianthus, which feel like eating, so reminiscent it is of a bowl of cream, and a bunch of a species of cactus which name I ignore, but for their beauty I still love, no matter to know not its name.








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