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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O cinzento - The gray



O cinzento lá fora escurece-me a alma e uma muralha ergue-se até ao infinito. O vento, que também é cinzento, varre os jardins e varre também as minhas ilusões para lá do escuro, em busca do sol e da luz. O mesmo vento que rouba as folhas das árvores nos jardins, expondo a sua nudez e fragilidade.
O cinzento dos dias é envolvente. Ninguém lá fora se reconhece e as gaivotas esquecem-se de que lado fica o mar e voam para terra em busca de abrigo na solidão das árvores. Cinzento indefinido, nem preto nem branco, nem luz nem escuridão, apenas sombra que sombriamente se reproduz, na Natureza e nos corações...

The gray outside darkens my soul and a wall rises to infinity. The wind that is also gray sweeps the gardens, and sweeps also my illusions to beyond the darkness, in a quest for the sun and the light, the same wind that steals the leaves of the trees in the gardens, exposing her nakedness and fragility.
The gray of the days is surrounding.  No one out there recognizes themselves and each others, and the seagulls forget which side is the sea and fly to land, looking for shelter in the solitude of the trees. Undefined gray, neither black nor white, neither light nor darkness, only shadows that darkly reproduce, in Nature and in the hearts ...






 
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